O Autódromo Internacional de Curitiba ferveu neste final de semana com as atividades do Curitiba Motor Show. Mais de 30 mil pessoas participaram da terceira edição do evento que reúne os aficionados por automobilismo. A atração contou com competições de arrancada e de som automotivo, campeonato de Dub Style (personalização de veículos), exposições de Hot Rods, muscle cars, carros antigos, modificados, tunnados e customizados, além de shows rock, performances artísticas, concurso de pinups e até uma corrida noturna na pista do autódromo.

“Curitiba é a capital do Hot Rod, temos muitas pessoas que amam estes carros aqui na cidade. Só na confraria, que já existe há 20 anos, somos mais de 10 membros, amigos que participam de eventos e de encontros semanais”, afirma o presidente da Confraria do Hot, Gilmar Loepper. O grupo levou ao público 16 carros da coleção particular de seus integrantes. Entre os modelos, estava o Ford Sedan 1931 que Gilmar comprou e levou mais de um ano para restaurar. “Este carro tem todas as características de um carro americano de arrancada, como a ausência de capô, lataria e para-lamas. O objetivo de Hot Rods como este era ser um carro mais leve, que conseguisse atingir maior velocidade”, explica.

Os Hot Rods surgiram nos anos 50, nos Estados Unidos, como carros de arrancadas. “Eles se popularizaram principalmente após a Segunda Guerra, já que os soldados voltavam para a casa sem dinheiro, mas com conhecimentos de mecânica. Assim, reformavam carros antigos, acrescentando a eles motores potentes. Assim nasceu o Hot Rod, que hoje é um estilo de vida”, conta Loepper.

Além dos Hot Rods, os visitantes também viram de perto carros antigos e personalizados de todos os tipos. Um dos que mais atraiu a atenção foi uma viatura original de 1976, que pertenceu à polícia do estado americano da Califórnia. “Esta viatura Chrysler modelo Newport foi usada em serviço pela polícia da Califórnia para patrulhar as estradas estaduais. Em 2011 consegui comprar este carro que estava em perfeito estado de conservação e trazer para o Brasil. E o mais fantástico é que tudo nela funciona: as sirenes, rádio comunicador e os outros acessórios que a caracterizam como carro de policia”, explica o orgulhoso proprietário do veículo, Claudio Beltrão, que também é presidente do Dodge Clube de Curitiba.

Outro admirador de carros antigos, o superintendente hospitalar Adriano Lago, veio ao evento acompanhado pela esposa e os três filhos. “A família toda gosta de carros, assim aproveitamos à tarde de sábado para fazer este passeio juntos. Moro em Curitiba há seis meses, minha esposa e meus filhos vieram do interior de São Paulo me visitar e gostaram da ideia de passarmos o dia no autódromo”, diz.

Para quem não queria cuidar apenas do visual do carro, tendas venderam produtos especializados, peças automotivas, roupas esportivas e vintages, além de uma mistura de salão, barbearia e estúdio de tatuagem. “Estamos oferecendo um serviço diferenciado de corte, barbearia e tatuagens, principalmente para quem gosta do estilo antigo, vintage. E a aceitação do público tem sido boa”, comemorou o tatuador João Henrique Soares, do Grilo Gringo Custom House.





































































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