A cultura dos hot rods em Curitiba ganhará um novo gás entre os dias 16 e 17 de agosto, quando a cidade receberá o 3.º Encontro Internacional de Hot Rods Confraria do Hot, realizado durante o Curitiba Motor Show. A exposição contará com pelo menos 400 veículos vindos do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, além de alguns modelos da Argentina. O evento também terá um espaço exclusivo para os muscle cars, como Mustangs, Mavericks e Dodges. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site.
Surgidos a partir da década de 1950 nos Estados Unidos, os carrões customizados foram inicialmente uma alternativa aos jovens da época com pouco dinheiro no bolso para ter os seus próprios veículos. Assim, eles passaram a incrementar modelos antigos, como o clássico Ford 1932, e dar a eles mais potência e estilo. Um exemplo disso era a retirada do capô, que deixava o motor aparente e dava mais leveza para as pistas.
Mas de lá para cá, a carcaça de modelos de outras décadas também passou a ser cobiçada pelos rodders – como são conhecidos os amantes do gênero –, enquanto os motores preferidos continuaram sendo os potentes V8. Ao contrário dos EUA, porém, a cultura dos roadsters no Brasil ganhou impulso somente há cerca de 20 anos.
O piloto de aviões comerciais e amante do estilo hot Sergio Liebel participa há 17 anos do grupo Curitiba Roadsters, um dos mais antigos da cidade. Dono da oficina Hot & Rusty para a customização de veículos, ele conta que hoje é mais fácil de montar o seu próprio modelo: há uma quantidade maior de peças no mercado, de carrocerias de fibra de vidro, que imitam as originais, e de profissionais especializados nesse ofício.
“Antigamente era muito difícil conseguir peças e carrocerias originais no Brasil, porque a nossa economia na década de 30 era ruim”, acrescenta ele, que possui uma coleção com 15 modelos.
O entusiasta afirma que atualmente os proprietários podem importar motores de carrões como o Camaro e o Mustang, mas isso não impede que alguns rodders coloquem sob o capô motorizações de modelos fáceis de se encontrar por aqui, como do Opala ou do Ômega. Além disso, os amantes do gênero têm a possibilidade de adquirir diversas réplicas das peças originais no mercado brasileiro.
De acordo com Liebel, no entanto, para criar um hot rod os proprietários devem investir um mínimo de R$ 40 mil. Já o máximo... “Com um hot dá para gastar até R$ 200 mil, mas você pode ir mais longe. Tudo depende dos equipamentos que irá colocar no seu carro”, afirma.
Para o organizador do Curitiba Motor Show, Rafael Casagrande, o perfil dos amantes do gênero é de pessoas entre os 35 e os 40 anos. Em geral, os proprietários usam os carros nos fins de semana, mas há aqueles que os dirigem todos os dias. Entretanto, sempre há novos interessados nos hot rods, que se popularizam pelo número de oficinas especializadas e pelo ‘xodó’ que os curitibanos têm pelos seus carrões.

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